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Carta Aberta PDF Imprimir e-mail
12-Out-2007
 Pedro Almeida

12 Outubro 2007 - "Carta Aberta" de Armindo Nascimento para " ... demonstrar o descontentamento para aquilo que considera ser uma falta de respeito para com os pilotos do Cross Country."

Pelo bem da segurança de todos…
e para que os erros não se repitam


Pela segunda vez, em pouco tempo, volto a usar este meio para demonstrar a minha indignação para com aquilo que considero ser uma falta de respeito para com os pilotos. Esta carta, tal como a primeira que enviei, precisamente com o mesmo título, pretende ser um alerta para todos os intervenientes na competição… sejam eles pilotos, organizadores, directores, membros dos órgãos federativos ou simplesmente amantes da modalidade.

Todos sabemos que o desporto motorizado tem um elevado grau de perigosidade – isso mesmo explica o elevado custo dos seguros (de piloto e de prova) praticados.

Seja qual for a modalidade o perigo está sempre presente e por isso é fundamental que os assuntos relacionados com a segurança sejam também encarados com seriedade, porque em causa, em primeira análise está o ser humano.


Na origem desta carta está a prova de Cross Country que decorreu recentemente em Ourém, organizada pelo Natureza Clube. Pela primeira vez em quatro anos que faço Cross Country foi a primeira vez que a reunião com os pilotos decorreu antes da volta de reconhecimento. Depois de termos feito a volta de reconhecimento chamei a atenção dos elementos da organização e dos elementos da federação presentes para o facto de não existir uma alternativa segura a uma das subidas que compunha o percurso. Essa já em 2006 tinha gerado problemas a muitos pilotos e atendendo à minha experiência entendi que não estavam reunidas as necessárias condições de segurança. As minhas observações não foram ouvidas e a prova decorreu. Na primeira volta, nessa mesma subida só um piloto conseguiu passar sem problemas. A falta de visibilidade devido ao imenso pó e o facto de muitos pilotos fazerem o percurso em sentido inverso para tentarem subir novamente gerou uma tremenda confusão.

Por entender não estarem reunidas as condições mínimas de segurança para uma prova do Campeonato Nacional decidi não continuar em prova em sinal de protesto. Não fui o único a pensar desta forma e foram vários os pilotos que abandonaram a prova ainda na primeira volta.

Em causa não está a dureza do percurso mas sim a falta de cuidado que a organização demonstrou para com a segurança dos pilotos. Somos nós, pilotos, que pagam as provas. Sem nós não há corridas. A referida subida era desnecessária pelo risco. Outra situação que merece reflexão é o facto de não haver ninguém a controlar a zona da pista de motocross. Não havia bandeiras amarelas e em caso de queda de um piloto o que viesse atrás podia muito bem saltar sobre ele sem aviso prévio. A segurança deve existir sempre que tal se justifique e não por ser uma prova de motocross ou Cross Country.
Não quero fazer passagem a imagem de que sou um santo, mas apenas que os clubes e os elementos da Federação Nacional de Motociclismo passem a olhar para o Cross Country com a mesma seriedade que olham para as outras provas.

Termino com a mesma frase com que terminei a anterior carta.

Pelo bem do desporto motorizado em Portugal não permitam que estes erros voltem a acontecer.

Armindo Nascimento  
(12-10-2007 12:35)
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Nota de OutrosMotores.Com
Convidamos o Natureza Clube, de Ourém,  a pronunciar-se sobre este texto, mas até ao momento não recebemos qualquer resposta. 


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